A Doença de Parkinson e a Musicoterapia

A Doença de Parkinson é uma das mais comuns do sistema nervoso central. É uma doença degenerativa, crônica e progressiva, na qual ocorre a diminuição da produção de dopamina (substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre células nervosas), em uma área do encéfalo conhecida como substância negra. É a redução da dopamina que acarreta os principais sintomas.

Sintomas de ordem motora: (“sintomatologia corporal”)

 

  • Enrijecimento corporal e do rosto;
  • Tremor de repouso;
  • O estacar (travar) em meio a uma ação;
  • Festinação (aceleração do passo, da fala e da escrita);
  • Dificuldade de equilíbrio,
  • Acinesia (ou incapacidade de mover-se)
  • Bradicinesia (maior lentificação dos movimentos voluntários, com perda da agilidade)

 

 Sintomas de ordem não-motora (“sintomatologia não-corporal”)

 

  • Perda de memória;
  • Sensação de emperramento da mente;
  • Alterações emocionais;
  • Distúrbios do sono, cognitivos, da fala e da escrita;
  • Dores, depressão/ansiedade

Apesar dos avanços científicos na área cada vez mais promissores, inclusive com as pesquisas médicas recentes utilizando células-tronco, a DP é considerada uma doença crônica, porém não há evidências de que ela seja hereditária ou contagiosa.

A contribuição da Musicoterapia:

O paciente com doença de Parkinson, a partir de avaliações específicas aplicadas pelo musicoterapeuta, poderá receber intervenções em musicoterapia que incluam tocar instrumentos musicais, cantar e dançar, estimulando a organização interna, a coordenação motora e ganhando tônus muscular, além da possibilidade de trabalhar aspectos psicoemocionais. Os atendimentos podem ser individuais ou em grupo. Entre os benefícios que podem ser alcançados através do tratamento musicoterapêutico, podemos citar:

  • Desenvolver as habilidades da fala e da linguagem nas áreas de comunicação expressiva e receptiva;
  • Melhora do tônus da musculatura orofacial;
  • Melhorar a organização da memória;
  • Melhorar a atenção;
  • Melhorar a marcha e o caminhar;
  • Aumentar a resistência;
  • Melhorar a amplitude de movimento;
  • Melhorar a funcionalidade dos movimentos;
  • Melhorar e desenvolver a interação social com membros da família ou demais participantes de um grupo, combatendo sentimentos de isolamento e solidão.
  • Melhorar a autoestima, expressividade e promover a criatividade.

  iStock_000014944793XSmall

Bibliografia consultada:

Côrte, Beltrina; Lodovici Neto, Pedro. A musicoterapia na doença de Parkinson. Ciência & Saúde Coletiva, vol. 14, núm. 6, diciembre, 2009, pp. 2295-2304.

Clair, A. & Ebberts, A. (1997). The effects of music therapy on interactions between family caregivers and their care receivers with late stage dementia. Journal of Music Therapy, 34(3), 148-164.

Portal Brasil e Boehringer Ingelheim.